Enquanto a Pixar segue uma linha de animações mais complexas e inteligentes, cheias de significado e visualmente arrojadas, as demais produtoras seguem apostando no básico: Ação e muito humor. Vez por outra, porém, saem produções desse segundo escalão tão boas quanto às do estúdio ligado à Disney. A DreamWorks Animation já havia acertado em cheio com Shrek e agora cria um novo personagem com tanto potencial para tornar-se uma nova franquia milionária quanto o ogro verde: O panda Po.
O design dos personagens e sua pesquisa é igualmente digno de nota. Os "Cinco Furiosos" - Louva-a-Deus (Seth Rogen), Macaco (Jackie Chan), Garça (David Cross), Tigresa (Angelina Jolie) e Víbora (Lucy Liu) usam nomes de animais cujos movimentos inspiraram escolas do kung-fu. Já o diminuto Mestre Shifu (Dustin Hoffman) tem seu nome derivado do chinês "sifu", que significa "mestre" num sentido quase paternal. A coreografia dos cinco primeiros nas lutas é empolgante e criativa, digna de produções chinesas de artes marciais, imaginando como seria se os animais realmente lutassem o kung-fu que eles inspiraram os humanos a inventar.
Mas se o roteiro é despretensioso, fora uma ou outra cena inofensiva de "budismo pra ocidental ver" e umas lições de auto-afirmação dignas dos filmes da Xuxa, isso não significa que tenha momentos de puro brilhantismo. A cena com Po fora do templo onde está sendo conduzido o torneio para definir o Guerreiro Dragão é excelente por não mostrar nada do que está acontecendo lá dentro. A sugestão, através do som, um narrador e eventuais pirotecnias que escapam à edificação, é desesperadora. Assim como o Panda, que não consegue enxergar seus ídolos lá dentro, ficamos angustiados. Outro detalhe genial é a hilária relação do urso com o pai (um ganso!), que o filme deixa sem qualquer explicação, num delicioso momento nonsense. Se os dois são tão tapados e estão felizes daquele jeito, pra quê você vai querer saber suas origens? A cativante irrelevância desse momento é outro dos trunfos do texto, que inclui ainda outros detalhes divertidos, como o fato de todos os cidadãos serem "comida chinesa" (porcos, patos, coelhos...).
<<((Nossa OpiniãO)>>
Um filme claro(não objetivo) mas que deixa a sensação de que uma continuação é bem-vinda. Justo, o fato de que a sensibilidade de seus idealizadores rompe com a complexidade do Pixar estudios. Um filme simples, despojado, cheio de ação, e uma trilha no mínimo exotica. Esses são os ingredientes que compõem este singelo e grandioso filme. Como Madagascar e Sherek, mas uma vez a DrewmWorks lança um "sucesso", pelo menos do ponto de vista prático. Resumindo a ladainha... não espere a complexidade Pixar de ser, espere um filme leve ,porém, cheio de ação que vai te dar "gostinho de mais"!





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